Wellington: tanto charme quanto vento

Mandamos mal, planejamos uma passagem muito rápida por Wellington. Não contávamos que iríamos nos apaixonar tanto pela cidade. Para uma capital, tem pouquíssimos habitantes, mas nos parece que os pouco mais de 190 mil cidadãos reúnem as pessoas mais interessantes da Nova Zelândia. Cafés e restaurantes em toda esquina (são mais restaurantes per capita do que Nova Iorque), bairros residenciais super agradáveis, ótimos museus com entrada franca e um belo visual fazem a cidade muito mais viva do que se pensaria inicialmente.

Chegamos num dia de sol e mesmo depois de longas horas no ônibus vindo de Taupo , tivemos pique para curtir um pouco a cidade. A primeira coisa que fizemos foi subir no Cable Car, um bondinho puxado por um cabo e que chega até um ponto alto da cidade. Uma linda vista de Welington o aguarda lá no alto. Esse bondinho, no entanto, não é só uma atração turística. Os moradores da região também o utilizam como meio de transporte. A passagem de ida custa NZ$ 4.

Do topo do morro, fizemos o mais natural: descer pelo jardim botânico até a região mais baixa da cidade. Passamos por belos jardins temáticos, como um jardim australiano. De lá começamos a ouvir uma música alta que pareceu ser ao vivo. Seguimos o som e tivemos uma surpresa agradável: um festival estava acontecendo próximo a um gramado, onde as pessoas faziam piqueniques enquanto aproveitavam a música. Lendo o nosso guia mais atentamente, vimos que se tratava do Summer Festival, que acontece anualmente na cidade. Que pena que não tínhamos trazido uma garrafinha de vinho... :-)

O dia seguinte amanheceu com o traço climático mais marcante de Wellington: o vento. Venta muito nessa cidade! Caminhar pode ser uma atividade mais difícil do que parece, pois às vezes é necessária uma força extra para vencer o vento contra, ou ainda tentar brecar aquele empurrãozinho que o vento pode dar. Fique atento com bonés, mapas e outros objetos que possam se tornar voadores na “windy Welly” (em português algo como "Welly dos ventos"), apelido carinhoso da cidade.

Nesse dia, que uniu muito vento e um pouco de chuva, resolvemos ir no Te Papa, um excelente museu totalmente de graça. Exposições bem interessantes sobre história natural, geologia, cultura maori, obras de artistas neozelandeses e ainda uma instalação bem completa sobre a batalha de Gallipoli: a primeira batalha da Nova Zelândia, com esculturas gigantes e ultra realistas de neozelandeses que lutaram na guerra. Vale a pena dedicar pelo menos meio dia a esse museu.

Da miríade de tipos de restaurantes em Wellington, com certeza os mais típicos são os de Fish ‘n’ Chips, ou seja, peixe e batatas fritos. Vimos em diversos lugares da Nova Zelândia pessoas comendo esse prato simples mas apetitoso. Depois de ver que em Wellington se faziam os melhores Fish ’n’ Chips (segundo o Lonely Planet), resolvemos provar. Recomendamos fortemente o Mt Vic Chippery, perto do Mount Victoria e muito próximo ao museu. Você escolhe seu peixe, o tipo de crosta que vai querer (ao molho de cerveja, grelhado, tempurá, etc), o tipo da sua batata e ainda se vai querer algum molho para acompanhar. Hmmmm, fome devidamente assassinada!

Outra opção famos com vários restaurantes é a Cuba Street. Jantamos em um dos dias por lá no restaurante Scopa Café e foi uma delícia.

No dia seguinte, com o vento já calmo e com um solzão, pegamos a Interislander Ferry, uma balsa que liga em pouco menos de 4 horas as duas ilhas. Por um lado, ficamos felizes em saber que teríamos uma navegação sem muitos trancos e vistas ensolaradas, por outro, tivemos um leve remorso de não ter ficado mais um dia para aproveitar a bela Wellington.

#NovaZelândia #cidade #Wellington