Nova Zelândia: a costa leste da Ilha Sul

Depois da Abel Tasman Coast Track, optamos por descer a Ilha Sul da Nova Zelândia pela costa leste, pois achamos que seria um roteiro tranquilo e aprazível após cinco dias de trilha. E realmente foi.

Em Nelson, pegamos um ônibus para Blenheim. Foram umas duas horas até chegarmos na cidade, que possui cerca de 28 mil habitantes e é famosa pelas vinícolas.

Nossa primeira parada foi a vinícola Cloudy Bay, que fica a uns 10km do centro de Blenheim. Conseguimos uma carona até lá com umas chinesas que estavam no mesmo AirBnB que a gente, pois o lugar não é acessível de transporte público. A Cloudy Bay é super charmosa: um casarão, com simpáticos funcionários (como quase todos os neozelandeses) que explicam sobre os vinhos e as uvas, e um grande jardim, cheio de mesinhas e cadeiras confortáveis. É possível passar um bom tempo por lá degustando vinhos. Fizemos uma degustação de 5 vinhos e o valor foi de NZ$ 10 por pessoa.

Depois da Cloudy Bay, fizemos um passeio pelo centro da cidade. Era fim da tarde de um sábado, mas as ruas estavam bem vazias (como vários outros lugares que passamos na Nova Zelândia, sobretudo na ilha sul). Conhecemos a Seymour Square, uma pracinha muito bem cuidada, cheia de flores e com um monumento aos soldados neozelandeses que morreram na Primeira Guerra Mundial. Quase todas as cidades que visitamos possuem algo deste tipo, visto que a Nova Zelândia, que na época tinha cerca de 1 milhão de habitantes, mandou 100 mil soldados às batalhas.

No outro dia, soubemos que haveria um mercado matinal local com frutas, legumes e itens de café da manhã. Acordamos e fomos até lá. Foi uma delícia, pois havia muitas pessoas locais, crianças e as comidas eram maravilhosas! Na ilha sul há muitas frutas no verão, então compramos um saco de ameixas e um muffin de frutas naturais que estava ótimo! Também comemos um hambúrguer de café da manhã que estava suculento. :) Depois descobrimos que várias cidades por aqui possuem um mercado deste tipo. Vale muito a pena! O que nós fomos acontece todo domingo após às 9h em Blenheim e se chama Farmers' Market.

Há mais alguns passeios em Blenheim que não fizemos, mas que podem ser interessantes, como visita a fazendas de cerejas (é só entrar, pagar e comer a fruta da árvore) e um cruzeiro de uma tarde para saber mais sobre mexilhões e degustar um pouco a iguaria.

De Bleinheim, partimos rumo a Kaikoura, aonde os turistas podem nadar com golfinhos e fazer um passeio de barco para ver baleias (ambos são mais de NZ$ 150 por pessoa e devem ser reservados com antecedência). A cidade é bem turística e tem uma linda paisagem natural! Ficamos dois dias por lá e choveu bastante, então não fizemos nenhum passeio aquático (até porque era muito caro), mas alugamos bicicletas e fomos conhecer a península de Kaikoura na garoa mesmo. É um tour com vistas bem bonitas e, no final, dá para ver focas bem de pertinho! Vale muito a pena!

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Além destes tours, a cidade também oferece passeios de quadriciclos, fazendas com shows de tosa ovelhas, volta de helicóptero, etc. Uns 2/3 dias são suficientes para conhecer Kaikoura.

Uma comida típica neozelandesa são os fish and chips. Comemos um bem gostoso em Kaikoura, no restaurante Coopers Catch, que fica na avenida principal (e única) da cidade. É bom e barato!

De Kaikoura, partimos para Christchurch, que é a segunda maior cidade neozelandesa em número de pessoas. Com 350 mil habitantes (super pouco para nós, brasileiros!), Christchurch passou por dois terremotos em menos de 5 meses, então a cidade está "em reforma". Embora haja construção e terrenos vazios (vimos que muitos foram transformados em estacionamentos) em todos os lugares, a cidade possui um astral bem bacana, com vários parques, restaurantes e atrações turísticas.

Começamos nosso passeio pela Cathedral Square, que é a praça mais importante da cidade. Infelizmente o local foi muito impactado pelo segundo terremoto de 2011, então vimos apenas os destroços da antiga catedral. É interessante ver como o governo está dando vida para o lugar, então há algumas obras de arte espalhadas pela praça para apagar o tom melancólico de tragédia.

Depois da praça, fomos para o jardim botânico, que fica dentro de um parque cheio de flores, cores e aromas. Ao lado do Botanic Gardens fica o Canterbury Museum, que estava fechado quando fomos, pois funciona até as 17h. Não conseguimos visitá-lo, mas dizem que é um museu muito rico e é de graça.

Ao lado do parque está a Canterbury University, que conta com uma arquitetura muito bonita. O primeiro físico a dividir um átomo, Rutherford, estudou lá e é ele que está na nota de NZ$ 100. O edifício também foi bem afetado pelo terremoto, mas já em restauração.

À noite, depois desse passeio, fomos comer na Victoria Street, primeira rua a ser reformada após o terremoto. Há boas opções de restaurantes!

Outro lugar que fomos e achamos bem interessante foi o "shopping" re:START. Logo após a tragédia, os lojistas se uniram e montaram um labirinto de containers coloridos para vender seus produtos. Esse local dá bastante vida para a cidade. São lojas de roupa, comida, bebida etc.

Christchurch foi a cidade em que ficamos melhores hospedados na Nova Zelândia. Pegamos um AirBnB sensacional. Por causa dos terremotos, o turismo deu uma retraída, então existem hospedagens boas por um preço justo.

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