Filipinas: uma relação de amor e ódio

Ficamos 15 dias nas Filipinas. Foram duas semanas de muito sol, praias e algumas surpresas.

Nosso primeiro destino foi a capital, Manila, e confessamos que foi um grande choque. Nosso destino anterior havia sido a Austrália, e não estávamos preparados para uma capital tão caótica quanto Manila. Chegamos de madrugada e pegamos um táxi para nosso hotel. Logo de início, já vimos que teríamos que ficar atentos: o primeiro taxista, indicado pela polícia do aeroporto, nos propôs 1900 pesos (o equivalente a 190 reais) pela viagem. Como já havíamos lido no guia e sabíamos mais ou menos o valor correto, acabamos conseguindo um outro táxi por 750 pesos (cerca de 75 reais).

Ficamos hospedados no bairro de Makati e, definitivamente, foi a melhor escolha que fizemos. A cidade, que tem mais de 11 milhões de habitantes, é caótica. O transporte é bem confuso, há uma aglomeração de triciclos em todos os lugares e tudo é bem pobre. Ao contrário do que esperávamos, não vimos muitos contrastes na metrópole. Infelizmente, a pobreza parece ser generalizada.​

No outro dia, saímos para conhecer o centro de Manila, conhecido como "Intramuros". A cidade foi colônia espanhola por mais de 300 anos e esse local é uma grande parte murada da época da colonização.​

Se você quiser mesmo conhecer Manila, esteja preparado para um transporte caótico e lugares ultra lotados. Andamos de jeepneys, que são herança da Segunda Guerra Mundial, de metrô e a pé, e as três formas de locomoção foram uma aventura. Uma dica: se você for para Manila e para as Filipinas, deixe a capital como último destino (ou fique apenas nos locais paradisíacos e não vá).

Na cidade, visitamos o museu Filipino People Museum e foi bacana para conhecer a história do povo filipino. O tíquete custou 150 pesos. Depois, partimos para a parte murada e, lá dentro, conhecemos outro museu, com a história de um dos filipinos mais importantes: José Rizal, que contribuiu para a independência do país. Custou 750 pesos por pessoa.

Também conhecemos uma das igrejas mais antigas das Filipinas: Santo Agostinho. O filipino, de uma forma geral, é muito católico, o que demonstra os séculos de influência espanhola.

Após a aventura na parte murada, fomos conhecer um famoso centro comercial em Makati, o Glorietta. Confessamos que foi um certo alívio sair da muvuca e entrar em um lugar um pouco mais tranquilo para comer algo.

No outro dia, partimos de Manila para El Nido. Primeiro, pegamos um voo da capital para Puerto Princesa, na Ilha de Palawan, onde havíamos agendado um transfer (500 pesos por pessoa) para irmos até nosso hotel, em El Nido. O transporte, que deveria demorar umas 5 horas, durou mais de 8 horas porque o motorista ficava parando toda hora para pegar mais passageiros, conversar com algum filipino etc.

Quando chegamos em nosso hotel em El Nido, cansados de tanta enrolação e da viagem em si, uma positiva supresa: havíamos reservado, via AirBnB, um agradável glamping (mistura de camping com glamour) e as cabanas eram lindas!

E o que vimos durante nossos 10 dias em El Nido? Muitas paisagens espetaculares!

Logo de cara, passamos o dia em uma das praias mais famosas: Las Cabañas. A praia é realmente impressionante: a água é transparente, há muitas ilhas na frente, que compõem um cenário paradisíaco, e existem também alguns quiosques que servem comidas e bebidas. A cerveja mais famosa por aqui é a San Miguel e custa 60 pesos (aproximadamente 6 reais). Aqui, vale ressaltar que ficamos com a impressão que os preços em geral estão aumentando bastante e rapidamente. O guia do Lonely Planet, atualizado em 2014, diz que uma cerveja custa 30 pesos, mas hoje o valor verdadeiro é o dobro.

Parece que El Nido está em obras e em evolução. Hoje (fevereiro de 2016), ainda vemos uma cidade bem pobre, com casas de palha e pouquíssimos hotéis de cimento mesmo, mas talvez o cenário esteja mudando (junto com os preços). E para melhor.

Em El Nido, todas as agências de viagem oferecem 4 opções de tours pelas ilhas: A, B, C e D. Os mais famosos são o A e o C, e nós optamos, ao longo dos dez dias, pelos tours A e B.

O tour A é bem turístico e possui 4 paradas, dentre elas, a Small Lagoon, a Big Lagoon e uma caverna com água, conhecida como Secret Lagoon. Os lugares visitados são impressionantes!

O tour B foi uma agradável surpresa. Resolvemos fazê-lo porque não seria tão cheio como os mais famosos. A primeira praia foi uma ilha lindíssima. Bem paradisíaca. Levamos os snorkels que eles dão logo no início do tour e conseguimos ver alguns peixinhos.

A segunda parada foi uma caverna e, para aguardar o almoço, pudemos nadar mais um pouco. Depois de comer, fomos para outra caverna e, para finalizar, visitamos a Snake Island. É uma ilha que se junta em outra por meio de uma fio de areia, ou seja, de longe possui o formato de uma cobra. Ficamos uns 40 minutos nesta parada e foi incrível. A água estava muito transparente e as vistas eram lindíssimas.

Todos os tours oferecem almoço, e, pelo que vimos, há um padrão entre eles, com frutos do mar, arroz e frutas. Muito gostoso! Começam por volta das 9h e terminam umas 16h. Se você tiver, vale levar aqueles sapatinhos de andar na areia, pois algumas ilhas possuem muitas pedras que podem machucar o pé.

Outro passeio imperdível em El Nido é a praia Nacpan. Fica a uns 30 quilômetros do centrinho e há duas opções de transporte: pagar um triciclo para te levar até lá (eles são super comuns nas Filipinas e não custam muito), ou alugar uma moto. Optamos pela segunda e foi uma delícia!

No caminho dá para ver algumas plantações de arroz bem bonitas e, quando você chega no local, avista mais uma praia espetacular: mar transparente, coqueiros, areia branquinha e muitas ilhas para você contemplar. Há barracas na praia, então dá para comer por lá. Tomamos um mango shake, que é bem famoso por aqui e bem gostoso!

Reservamos um dos dias para mergulhar. Fechamos tudo com a agência Palawan Divers e foi bem tranquilo. O mergulho em si não foi tão bom assim, pois a visibilidade não estava lá aquelas coisas. Mas conseguimos ver alguns corais e peixinhos. Valeu a pena e a agência foi bem boa.

Outra atração da cidade, para nós, foi o local em que ficamos hospedados: Aetas Glamping. A proprietária é uma filipina bem legal, que busca transmitir um pouco das tradições do país para as pessoas que se hospedam por lá. O glamping possui 4 barracas, então são pouquíssimos hóspedes e, por isso, o atendimento é bastante personalizado.

No glamping, uma vez a cada três dias, mais ou menos, há uma "fiesta" à noite, com danças típicas filipinas e informações sobre a história do país. É uma ocasião bem bacana para conhecer os outros hóspedes e aprender um pouco mais sobre a cultura do local. E a comida também é bem gostosa (e servida na folha de bananeira). Para finalizar a noite, há ainda uma apresentação de dança com fogo. E tudo sob as estrelas e a lua! Muito lindo!

El Nido não tem muitas boas opções de hospedagem, então recomendamos fortemente o Aetas Glamping. Passamos 10 dias por lá e nossa viagem ficou muito mais agradável. E não recebemos desconto algum para falar isso. :)

Se você estiver contando os dias do nosso roteiro em El Nido, vai ver que ainda sobraram alguns. Neles, repetimos os passeios que gostamos mais (fomos umas três vezes para Las Cabañas, sendo duas delas no pôr-do-sol, que é lindíssimo).

A cidade também tem um centrinho, que é ultra simples e parece estar em obras. Em uma das noites, descobrimos uma pizzaria e fomos até lá: Altrové. Fica bem na rua principal e a pizza é uma delicia! Vale a pena.

O filipino, em geral, é muito simpático e gentil. Mas parece que tudo que eles têm de simpatia e gentileza, também têm de enrolação. É impossível pedir um almoço em um restaurante e receber sua comida em menos de 1h30. Mas as lindas paisagens naturais compensam.

Se você quiser ir a Filipinas, nossa opinião é que vale a pena. Mas vá bem relaxado. E com o coração aberto.

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