Singapura: o lugar onde tudo funciona

Singapura é uma cidade-estado localizada no Sudeste Asiático. O país conquistou sua independência da Malásia em 1965 e, na ocasião, o governo deu a todos os moradores a possibilidade de escolha entre se tornarem cidadãos de Singapura ou se manterem cidadãos malaios.

Desde então, muita coisa mudou no país. E para muito melhor. Vimos várias fotos de como as coisas eram antes: muita gente, sujeira pelas ruas, criminalidade alta, etc.

Hoje, é tudo o oposto. O governo fez na época um planejamento de 50 anos, priorizando a qualidade de vida das pessoas. Para isso, construiu prédios bonitos e modernos, que foram subsidiados para a população mais pobre morar. Não chegamos a entrar em um desses edifícios, mas por fora eles parecem ótimos. São conhecidos como HDB. É interessante que realmente não vimos um morador de rua.

Além da moradia, o governo se preocupou em ter um país com muito verde. Dessa forma, há hoje muitas árvores e parques espalhados em todos os lugares. Também há regras bastante rígidas em Singapura. Por exemplo, cuspir na rua, jogar lixo no chão e mascar chiclete são atos proibidos. E, como eles realmente multam as pessoas, é possível encontrar um país super limpo e seguro. Tudo isso faz com que uma visita a Singapura seja uma viagem super bacana! E não faltam atrações turísticas.

Quatro ou cinco dias é um bom tempo para conhecer os principais pontos. Nós fomos das Filipinas para Singapura em um voo bem tranquilo via Tiger Air, e confessamos que a expectativa estava alta, pois o Renan já havia morado alguns meses no país e havia gostado bastante.

Ficamos hospedados no apartamento de um casal de amigos do Renan em um bairro mais residencial, chamado Commonwealth, mas sabemos que há várias opções de hotéis na cidade.

Começamos nosso passeio por Singapura na estação de metrô (MRT) Raffles Place. Logo na saída, já vimos prédios modernérrimos. Há um centro financeiro enorme, com diversos bancos. Andamos ao lado do rio Singapura, passamos por vários restaurantes que estão em casinhas coloridas que foram mantidas de décadas atrás, pelo charmoso e tradicional hotel Fullerton e fomos em direção ao Marina Bay Sands. Suas três torres compõem um hotel com cassino e uma piscina lá em cima. É muito lindo contemplá-lo! No caminho, também passamos pela estátua do Merlion, que é uma espécie de leão com peixe e é o símbolo de Singapura.

Depois de tudo isso, já estávamos com fome, e então fomos para uma das principais atrações de Singapura: as food courts, que são como praças de alimentação. A comida do país é realmente uma delícia e, nessas praças, há stands com opções de noodles, rolinhos, dim sum etc. Também há barracas com sucos de várias frutas (algumas opções de frutas com yakults) e sobremesas bem exóticas, como gelatina com gelo e sagu de lichia. Se você for para Singapura, não pode deixar de visitar um desses food courts. E o preço é super em conta: uns 6 dólares singapurianos por refeição.

Após um delicioso almoço, partimos rumo ao Gardens by the Bay. São as famosas árvores gigantes de Singapura! É incrível, parece que os Jetsons vão pousar a qualquer momento. Pagamos 5 dólares e subimos em uma ponte unindo duas das super árvores. É bacana porque lá de cima se tem uma bela vista do Marina Bay.

Outro passeio que adoramos em Singapura foi o zoológico. Há três opções de tours: o passeio normal, um safári noturno (night safari) e um safári na beira do rio (river safari). Optamos pelo primeiro e foi ótimo! O zoológico é enorme, cheio de árvores e os animais ficam em espaços super grandes. O melhor de tudo são as apresentações. Vimos uma de elefantes e outra de focas. As duas foram surpreendentes, pois há grande interação com o público e os animais parecem muito bem cuidados.

Um dia também vale ser reservado para o Chinatown. É um bairro bem grande e, como tudo em Singapura, muito limpo. Saímos na estação de metrô Chinatown e andamos pelas barraquinhas. Visitamos também o Chinese Heritage Center, que mostra como era a vida dos imigrantes chineses. O museu custa 10 dólares e possui visita audioguiada, então vale muito a pena. Ficamos umas duas horas lá dentro e foi enriquecedor!

Outra atração do Chinatown é um templo hindu conhecido como Sri Mariamman. Para visitá-lo, nada de regatas ou shorts.

Também fomos a uma doceria chinesa bem típica do bairro: Tong Hieng. A especialidade deles é um doce de ovos (não são só os portugueses que fazem essa iguaria) e vale prová-lo com um cafezinho.

Muito próximo à Chinatown, está a Galeria da Cidade de Singapura (Singapore City Gallery), que mostra toda a história e evolução da cidade. Há uma maquete bem grande do país, várias fotos e alguns displays interativos. A visita é de graça e é muito bacana para quem quiser conhecer mais sobre o passado, o presente e o plano futuro de Singapura.

Outra visita cultural é o Asian Civilisations Museum, que fica bem em frente ao rio Singapura. Nele, é possível entender um pouco mais sobre o comércio na Ásia nos últimos séculos e a influência de árabes, indianos e chineses em Singapura. Quando fomos, o museu estava sendo expandido, então o percurso nos pareceu um pouco confuso. Mas acreditamos que, quando ficar pronto, será um ótimo passeio cultural.

Cansou de tanta informação e quer fazer umas comprinhas? Opções não faltam em Singapura! O paraíso das compras está na Orchard Road, que tem desde lojas chiques até bons restaurantes e estabelecimentos menores. À noite, tudo fica iluminado e bem bonito!

Falando em vida noturna, outro programa bem gostoso para se fazer à noite é beber algo no Clarque Quay, que fica na margem do Singapore River e possui uma ampla opção de bares e restaurantes. Vale incluir esse item no roteiro! Diariamente também há show de luzes no Marina Bay, às 20h e às 21h30. Como os dois são mais ou menos próximos, é possível unir as duas atividades para ter uma noite super agradável.

Enfim, há uma gama enorme de atrações na cidade e, certamente, você não vai se arrepender de incluir Singapura em seu roteiro do Sudeste Asiático.

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