Chiang Mai: nossa primeira parada na Tailândia

A segunda maior cidade da Tailândia, Chiang Mai, é um destino bastante surpreendente para quem visita o país. Com 200 mil habitantes, o município, que fica na região norte, conta com uma ampla gama de atrações.

Ficamos três noites por lá e saímos para Bangkok de trem com "gostinho de quero mais".

Conhecida como a capital espiritual da Tailândia, Chiang Mai possui diversos templos. É possível reservar quase um dia todo para conhecer os principais, que ficam na "cidade velha".

Uma observação importante: para entrar em todos os templos, é necessário estar com os joelhos e os ombros cobertos. Logo no início da nossa viagem pela Tailândia, já compramos uma daquelas calças típicas com tecido bem levinho e, a partir de então, passamos a usá-la com certa frequência para conhecermos os templos naquele calorão.

Em Chiang Mai, começamos nosso passeio pelo templo mais famoso da cidade: o Wat Phra Singh, que tem como principal atração o buda reclinado.

De lá, andamos mais uns dois quarteirões e fomos visitar o Wat Chedi Luang. Lá, além dos templos tradicionais, há uma ruína bem bonita. E o mais legal: também existe um espaço reservado para "monk chat" (em português, bate-papo com o monge), com várias mesinhas. Vimos um monge lá parado, perguntamos se podíamos conversar um pouquinho e sentamos por lá. Ele nos contou que decidiu se tornar monge com 14 anos de idade. Também nos explicou alguns preceitos do budismo, como "faça o bem e receba o bem". Foi uma experiência bem bacana!

Andamos mais alguns quarteirões e visitamos o templo mais antigo da cidade, o Wat Chiang Man. Passamos pelo monumento dos Três Reis e, ao lado, entramos no Chiang Mai Historical Centre para conhecer um pouco mais da história tailandesa. Achamos que o museu deixou um pouco a desejar, visto que muitas das descrições estavam em tailandês.

Saindo do museu, uma das sugestões é fazer a massagem do Vocational Training Center of the Chiang Mai Women's Correctional Institution. São presidiárias que fazem um curso de mais de 400 horas e trabalham com isso. E não se preocupe: a massagem não é na prisão, mas sim em um espaço super bonitinho. Pagamos 200 baths (cerca de 20 reais) por uma massagem tailandesa de uma hora. Ela é mais forte que uma massagem tradicional, então vá preparado.

Se você estiver em Chiang Mai em um domingo, também é interessante conhecer o Sunday Night Market, que é um mercadão de rua. Lá, eles vendem de tudo: roupa, comida, artesanato, shakes, quadros etc. É bem lotado, mas vale a pena para conhecer um pouco mais da cultura. E o mercado não é frequentado somente por turistas. Há muitos locais também.

Reservamos um dos nossos dias na cidade para fazer um curso de culinária na Thai Cooking Farm, que foi o má-xi-mo. Pagamos previamente pela internet e, no dia combinado, uma van nos pegou em nosso hotel às 8h30. Com mais umas 10 pessoas, partimos rumo a um mercadão, onde a guia nos mostrou os principais produtos da culinária tailandesa. Foram mais uns 20 minutos até a fazenda e, lá, antes de colocarmos a mão na massa, conhecemos várias hortaliças, ervas etc.

Ao longo do dia, preparamos quatro pratos que havíamos selecionado previamente. O primeiro foi um curry (pudemos escolher se queríamos o vermelho, o verde ou o amarelo) com frango e legumes. Depois, preparamos uma sopa bem típica tailandesa: Tom Yum. Em seguida, alguns alunos prepararam um pad thai (como nós) e outros optaram por fazer rolinhos primaveras. Para finalizar, fizemos sobremesas bem locais: manga com um arroz meio doce e banana com leite de coco. A aula terminou umas 15h e uma hora depois a van nos deixou no nosso hotel. Foi uma experiência muito bacana! E no final do curso ainda recebemos um livreto com todas as receitas.

Outro passeio em Chiang Mai é o templo Wat Phra That Doi Suthep, que fica a uns 7 quilômetros do centrinho. Alugamos uma motinho, que custou 250 baths (cerca de 25 reais) pelo dia todo e fomos lá por conta própria (embora haja excursões). Dizem que, para escolher o local do templo, pegaram um elefante branco e o deixaram andar por anos. Ele morreu justamente nesta montanha e, a partir daí, começaram as construções. Esse templo é lindo! Tem uma vista bacana da cidade e, logo na entrada, você já sobe vários degraus decorados.

Chiang Mai tem mais diversas atrações, como curso de massagem tailandesa e passeios de aventuras, como rafting e tirolesa. Acabamos não fazendo por falta de tempo, mas podem ser interessantes para quem for ficar mais dias na cidade. Também há os passeios que, do nosso ponto de vista, são "duvidosos". Existe uma visita às "mulheres girafas", que são aquelas mulheres que ficam com várias argolas no pescoço desde crianças. Pelo que lemos, elas são refugiadas de Myanmar e estão lá apenas para serem vistas. Parece uma realidade triste. Também há visitas a tigres e elefantes. Lemos opiniões diversas a respeito de ambos, mas parece que os tigres são dopados para ficarem bem calminhos e conseguirem receber os visitantes. Em relação aos elefantes, há um único parque que é referência na cidade: o Elephant Natural Park. Lá as visitas custam 2400 baths (cerca de 240 reais) e eles mostram como cuidam de elefantes resgatados. Não há passeios em cima dos elefantes. Ouvimos dizer que os animais aguentam até 30 quilos e que, mais do que isso, não é bom para eles. Há muitos passeios com elefantes na cidade, mas esse parece ser o mais sério.

Como você pôde ver, opções não faltam em Chiang Mai. Reserve alguns dias de sua visita à Tailândia para a cidade e aproveite! ☺

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