Camboja: um destino que não pode faltar na sua lista de viagens

O Reino do Camboja é um país impressionante. É exótico, possui templos deslumbrantes e é diferente de tudo que você já viu, além de ter uma história que surpreende qualquer um.

Entre os séculos IX e XV, o Camboja fez parte do Império Khmer, um dos mais importantes do oriente. Enquanto Londres tinha cerca de 50 mil habitantes, a cidade de Angkor, capital do Império Khmer por mais de 400 anos e onde estão os templos cambojanos, possuía mais de um milhão de pessoas.

Nessa época, todos os imperadores, que eram considerados semi-deuses, construíam templos maiores e mais bonitos que os anteriores. Meio megalomaníaco, mas com isso você já pode imaginar como eram as construções. E ainda hoje é possível andar no meio das ruínas e admirar as torres enormes e esculpidas com muitos detalhes.

São templos que hoje fazem parte de um parque arqueológico bem grande considerado Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO.

O melhor lugar para se basear é a cidade de Siem Reap, que fica a 7 quilômetros do complexo de Angkor.

Começar o passeio pelos templos de Angkor Wat é uma ótima pedida. Nós alugamos uma motinho e decidimos explorar todo o complexo com ela, mas também há opções de contratar motoristas de tuk tuks ou ir de bicicleta. Atenção: a cidade é muito quente, então talvez andar de bike não seja a melhor ideia.

O templo de Angkor Wat foi construído no século XII e é super bem preservado. Dedicado ao deus hindu Vishnu, o espaço é cheio de esculturas, torres e símbolos religiosos, como as serpentes com várias cabeças conhecidas como "nagas". Para entrar no templo, você deve comprar um ticket diário para todo o complexo arqueológico, que custa 20 dólares por pessoa.

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Logo na entrada do Angkor Wat, você já passa por uma ponte enorme e sente a grandeza do lugar. No passado, essa construção servia de via para os elefantes, que transportavam a realeza.

De Angkor Wat, partimos de motinho para o Angkor Thom, aonde está o templo Bayon. Essa é mais uma visita imperdível! Construído entre os séculos XII e XIII, o templo tem 54 torres nas quais estão rostos esculpidos. A teoria é que, naquela época, o Camboja possuía 54 províncias, todas observadas pelas faces.

Ficamos um momento apreciando tamanha beleza e, de lá, partimos para o templo Preah Khan, que foi residência real por um período. Essa não é uma construção tão conhecida assim, então o espaço é um pouco mais vazio.

Almoçamos em uma barraquinha no caminho (nada muito sofisticado, mas bem barato, como a maioria das coisas do Cambodia) e continuamos nosso passeio. O próximo templo foi o Ta Prohm, que ficou conhecido por ser cenário do filme Tomb Raider, com a Angelina Jolie.

Esse templo é muito especial porque mostra a força da natureza. É como se no passado o homem tivesse devastado uma área para construir o templo e, anos depois, as árvores voltassem para seus respectivos lugares. São várias ruínas envoltas de raízes e grandes troncos. Muito impressionante de se ver!

À noite, Siem Reap se torna uma vila bem charmosa, com vários restaurantes, bares e barraquinhas.

Também aproveitamos nossa estadia na cidade para fazer um curso de culinária cambodiana. Fizemos a aula, que durou 3 horas e foi finalizada com um almoço delicioso, no Le Tigre de Papier e pagamos 15 dólares por pessoa. Nós que escolhemos o cardápio e, depois disso, fomos colocar a mão na massa.

No total, ficamos apenas 3 dias no país, mas achamos que seja possível explorar o Camboja em mais tempo, pois há alguns passeios que parecem bem bacanas e acabamos não fazendo, como o Landmine Museum, em Siem Reap, que aborda a existência de minas terrestres no país (até hoje) e fala sobre o triste impacto disso na vida dos cambojanos, e as praias, que parecem bem bonitas e não tão lotadas.

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