Hue: a capital do império vietnamita

Em 1802, o imperador Gia Long fundou a dinastia Nguyen e transferiu a capital de Hanoi para Hue a fim de unir o norte e o sul do Vietnã. Na ocasião, começou a construir a cidadela, uma cidade murada que se tornou próspera e importante para os vietnamitas.

Até os dias de hoje, a cidadela é o coração de Hue. Com mais de 10 km de paredes e 10 portões distintos, sendo que o imperador passava por apenas um deles, o espaço é surpreendente para quem o visita. Com certeza, vale reservar uma manhã ou uma tarde inteira para conhecer toda a estrutura.

Com portas da cor vermelho rouge, palácios restaurados, pagodas e ruínas, a cidadela pode ser explorada a pé. Ao entrar pelo monumental portão Ngo Mon, o visitante vai diretamente para o palácio Thai Hoa, aonde, no passado, o imperador fazia suas aparições públicas. É possível ver seu trono e conhecer um pouco mais do passado por meio de um vídeo. De lá, vale passear pelo teatro real da época, pela sala de leitura e pela Forbidden Purple City (em português, Cidade Roxa Proibida), espaço reservado para o imperador e que apenas podia ser frequentado por seus empregados eunucos. É bem bacana andar pelas ruínas e imaginar como era o império no século XIX.

Saímos da ruína às 17h30, horário em que ela fecha, e fomos a pé para o night market. Hue é uma cidade bem bonita, então vale fazer alguns passeios a pé para explorar um pouco mais da cidade e ficar mais próximo da cultura vietnamita.

Além da cidadela, a cidade oferece outros passeios bem interessantes. No nosso segundo dia em Hue, alugamos uma motinho e fomos conhecer as tumbas dos imperadores, que são muito impressionantes! Andar de moto no Sudeste Asiático é sempre uma aventura, mas especialmente no Vietnã, é uma prova de fogo!

Começamos pela tumba de Khai Dinh, o penúltimo imperador do Vietnã. Após subir vários degraus, é possível encontrar um grande edifício com várias esculturas e cheio de detalhes arquitetônicos. Ficamos bem encantados com o lugar e passamos algum tempo apenas deslumbrando.

De lá, partimos para a tumba de Minh Mang, que é ainda maior do que a primeira que havíamos visitado. Envolto por um jardim e pelo rio Perfume, o espaço possui três portões e um grande templo, além de pontes históricas.

Terminamos nosso dia na Pagoda Thien Mu, que é tão surpreendente quanto às outras atrações e, melhor ainda, de graça. A torre octogonal de 21 metros foi construída em 1844, e o espaço conta ainda com várias estátuas do Buda.

Para conhecermos a cidadela e as duas tumbas, optamos por um ticket combo, que nos custou 280.000 dongs por pessoa (cerca de 14 dólares). As atrações somadas totalizam uns 350.000 dongs, então a entrada casada vale bastante a pena.

Hue se destaca não só pelos lindos monumentos históricos, mas também por sua deliciosa gastronomia. Ao viajarmos pelo Vietnã, percebemos que há várias especialidades regionais e, em Hue, não é diferente. Provamos uma mini panqueca de arroz com frutos do mar, chamada de banh beo, e achamos uma delícia!

A cidade pode ser explorada em dois dias inteiros. Traga protetor solar, pois o clima é bem quente, e aproveite para viajar no tempo e comer maravilhosamente bem! :)

Onde ficar em Hue?

De forma geral, os hotéis no Vietnã são baratos, especialmente se você viaja em duas pessoas.

Em Hue, pagamos 26 dólares por um hotel com serviço exemplar e um ótimo café da manhã, que já estava incluído no pacote. Para quem pretende ir ao Vietnã, fica a dica: Serene Shining Hotel.

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