Hiroshima: uma cidade cheia de vida

Em 6 de agosto de 1945, quando a Segunda Guerra Mundial já havia acabado, mas o Japão ainda não se rendera, Hiroshima foi alvo de uma bomba atômica lançada pelos EUA. Foram mortas mais de 100 mil pessoas e a cidade ficou devastada.

Com cicatrizes profundas, mas com uma recuperação admirável, Hiroshima é um local arborizado, moderno e, felizmente, cheio de vida. A cidade é o destino perfeito para pessoas de gostos distintos.

Se você adora história, Hiroshima deve estar na sua lista de viagens. Após o ataque da bomba, foi construído um grande memorial e um museu que conta os detalhes da explosão atômica. A entrada para o museu custa 200 yens por pessoa. É algo impressionante e pesado, mas absolutamente necessário. Uma tarde toda pode ser dedicada para conhecer essa parte da cidade.

Dentro do memorial, há um monumento dedicado às crianças vítimas da bomba e, bem ao lado, muitos tsurus (pássaro feito de origami). A lenda diz que, se alguém está doente e recebe mil tsurus, será curado. Essa tradição foi iniciada pela japonesa Sadako Sasaki, que teve uma doença devido à radiação da bomba atômica e, na ocasião, começou a dobrar tsurus dizendo que quando chegasse aos mil pássaros, estaria curada. Infelizmente ela faleceu antes de atingir a meta, mas seus colegas de classe terminaram as dobraduras em sua homenagem.

Outro passeio bacana é o castelo de Hiroshima. Construído em 1589, o prédio fica no meio de um parque e é um passeio bem agradável. A entrada, para subir os 4 andares do castelo e conhecer um pouco mais de sua história, custa 370 yens.

Para os fãs de saquê, a cidade de Saijo, a 45 minutos de trem de Hiroshima (que aceita o JR Pass), é uma ótima pedida. Há nove locais de produção da bebida e o principal deles se chama Kamotsuru, aonde é possível assistir a um vídeo sobre o preparo do saquê e, no final, degustar diferentes tipos do produto.

Passamos quase um dia todo na cidade, passeando pelas lojas que fazem saquê e sempre provando um pouquinho. Logo na estação de trem, há um centro de informações turísticas e lá é possível pegar um mapa com as nove produtoras e planejar a visita a cada uma delas (não é necessário reservar previamente). Como a cidade é pequena, dá para fazer tudo a pé. Saijo conta ainda com um templo xintoísta, que fica próximo da estação de trem e é bem bonito.

Uma daytrip imperdível para quem visita Hiroshima é a ilha de Miyajima. Para chegar até lá, é necessário pegar um trem de Hiroshima que dura 35 minutos (e que aceita o JR pass) e depois uma balsa, que leva mais 10 minutos (e que também aceita o JR).

Logo na chegada à ilha, há vários veados bem mansinhos que ficam soltos pela cidade. Em um passeio a pé, é possível chegar até o templo palafita Itsukushima Shrine, que é muito bonito, e, de lá, dá para avistar um dos maiores cartões postais do Japão: o torii flutuante. Como ele só "flutua" quando a maré está alta, é bom dar uma olhada na tabela de marés antes de visitar a ilha.

As ruas de Miyajima são super charmosas, cheias de restaurantes e lojinhas. Há ainda um monte que tem vistas incríveis de toda a região. É possível subir até o topo de duas formas: a pé (demora cerca de 3 horas) ou de bondinho, que foi o que fizemos. Chegando lá em cima, há templos e um mirante incrível que possibilita uma vista 360º. Para descer, optamos por uma trilha de 1h com paisagens bem bonitas.

Com tantas atrações na cidade e em seu entorno, Hiroshima é um local que deve estar na lista de quem visita o Japão. O melhor é que, além de tudo isso, a cidade ainda tem uma culinária deliciosa. O prato mais famoso se chama okonomiyaki - uma espécie de panqueca com recheio de macarrão, ovo, broto de feijão e alguns outros ingredientes. Uma grande "mistureba" que fica muito saborosa!

#Japão #Hiroshima

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