Roteiro de 6 dias em Tóquio

Tóquio é uma cidade com muito o que fazer, embora a maioria das atrações não seja mundialmente conhecida. Aqui não há uma Torre Eiffel, um Coliseu ou um Taj Mahal, mas a capital japonesa realmente surpreende a cada minuto.

Ficamos 6 dias na cidade e não paramos um minuto. Comida excelente, transporte público que é uma maravilha e japoneses ultra gentis.

Veja nosso roteiro abaixo.

Dia 1

O primeiro dia em Tóquio, principalmente se você está vindo do Brasil e passou muitas horas viajando, é um dia de ambientação. Não fizemos nada muito pesado, mas aproveitamos para começar a explorar a capital japonesa.

Um bom lugar para iniciar o passeio é a Tokyo Station. Se você comprou o Japan Rail Pass antes de embarcar para o Japão (que vale muito a pena para quem quer conhecer outras cidades), é nesta estação que você troca o ticket e agenda suas viagens internas pelo país.

Além disso, perto da estação Tokyo, na saída Maranouchi Central, há restaurantes deliciosos a um preço bom e que são frequentados por locais (o que torna tudo mais interessante). É só sair da estação, virar à direita e escolher o menu que mais agradar. É uma boa opção para saborear o primeiro prato japonês!

O Palácio Imperial também está próximo da estação, então dá para andar um pouquinho e conhecê-lo. Para entrar no local, é necessário fazer uma reserva on-line com um mês de antecedência. Acabamos não fazendo e, por isso, apreciamos a paisagem apenas do lado de fora.

De lá, andamos mais um pouquinho, sempre apreciando as cerejeiras, e fomos até o parque Chiyoda. Passamos um tempo por lá e, então, pegamos o metrô para conhecer o bairro Ginza, que é uma das áreas chiques de Tóquio.

Passeamos pelas ruas, que são bem charmosas, e no final do dia comemos em um pub japonês (conhecido como izakaya).

Dia 2

Um dos passeios mais famosos de Tóquio é o Mercado Tsukiji. Logo cedo, às 5h da manhã, há um leilão de atum que acontece diariamente. Não fomos porque havíamos lido que eles não gostam muito de turistas neste horário, pois estão ultra focados no comércio.

Chegamos no mercado umas 9h, quando ele abre efetivamente para o público, e achamos que valeu bastante a pena. Circulamos pelos corredores, que embora tenham cheiro de peixe, são limpíssimos (como tudo no Japão) e, na sequência, saímos para tomarmos nosso café da manhã nipônico. Dentro do complexo do mercado há uma ruela cheia de restaurantes. Os espaços são pequenos, então a maioria deles possui filas. Aguardamos alguns minutos e logo entramos em um para degustarmos um dos melhores sushis da vida. Não é um passeio barato, mas vale a pena cada centavo!

No caminho para pegarmos o metrô novamente, passamos por um templo budista muito bonito: o Tsukiji Hongan-ji.

Depois de algumas estações, saímos no bairro de Yanaka, um dos mais tradicionais de Tóquio. Esqueça os prédios ultra modernos e enormes, pois esse distrito remete ao imaginário de um Japão antigo, cheio de templos (são mais de 100 em Yanaka). É uma delicia andar pelas ruas e contemplar as casas pequeninas, as lojas, os templos e as flores!

Neste dia, ainda fomos a pé ao Museu Nacional de Tóquio, que mostra a história do Japão e possui galerias de outros impérios que se estabeleceram ao redor do mundo.

Dia 3

Durante nossa visita ao Japão, queríamos muito ver uma luta de sumô mas, como não era época em abril, acabamos nos contentando em assistir a um treinamento do esporte no Arashio Stable, que tem janelas amplas bem de frente para a rua. Diariamente, lutadores treinam das 7h30 às 10h. Nós chegamos umas 9h15, ficamos vendo o treino e, no final, às 10h, os lutadores saíram para tirar fotos conosco. Foi uma experiência bem bacana!

De lá, fomos andando por uns 40 minutos até o Tokyo Metropolitan Edo-Tokyo Museum, que conta a história de Tóquio com maquetes bem grandes. A entrada custa 600 yens e é uma visita que vale bastante a pena.

Pegamos o metrô ao lado do museu e fomos aproveitar nosso fim de tarde no templo Senso-ji, que é o maior da capital japonesa. O templo é lindíssimo e, fora dele, há várias lojinhas de comidas, presentes etc.

No final do dia, já cansados, decidimos aproveitar o onsen do nosso hotel.

Onsen são banhos públicos bem quentes feitos para relaxar. Eles funcionam da seguinte forma: há vários espaços com chuveiros e bacias para a pessoa tomar banho, e na sequência, há uma grande banheira com água bem quente para relaxar. Todos entram pelados mesmo e há um espaço apenas para homens e outro só para mulheres. Confesso que estávamos ansiosos sobre como seria essa experiência, mas no final adoramos! Repetimos várias vezes depois! :)

Dia 4

A Disneyland possui cinco parques em todo o mundo, sendo um deles na capital japonesa.

Desde o início do planejamento da nossa viagem, decidimos que queríamos passar um dia por lá e foi uma delícia!

É super fácil chegar de metrô (quem tem o Japan Rail Pass não paga passagem). Basta pegar a linha JR Keiyo Line e descer direto na estação do parque.

Pagamos 7500 yens em cada ticket e passamos o dia todo lá: montanha russa no escuro, quedas emocionantes na água, desfiles de princesas com olhinhos puxados e fogos de artifício no início da noite. Valeu cada minuto!

Dia 5

Nosso quinto dia em Tóquio foi (muito bem) aproveitado com uma daytrip para o lago Kawaguchiko, que tem uma vista incrível para o Monte Fuji (se o dia estiver aberto).

Pegamos um trem na estação Shinjuku, em Tóquio, até Otsuki. O trajeto dura cerca de uma hora e aceita o Japan Rail Pass. De lá, pegamos outro trem até Kawaguchiko (desta vez tivemos que pagar, pois a linha é privada e o Japan Rail Pass não é aceito). Corremos bastante nesta baldeação e pegamos o segundo trem lotado. Tivemos que ir em pé por todo o percurso, que durou mais uma hora. Quando chegamos em Kawaguchiko, ainda pegamos um ônibus para nos deixar próximos ao lago.

Não é uma viagem simples, mas confessamos que quando chegamos achamos que valeu demais. Havíamos levado várias comidinhas gostosas para um piquenique, então sentamos bem pertinho do lago, esticamos uma canga perto das cerejeiras e ficamos contemplando o Monte Fuji, que é super simétrico e estava parcialmente coberto de neve. Uma vista incrível!

Aproveitamos o lugar por umas 3 horas e, depois, pegamos nosso caminho de volta para Tóquio.

Não é uma daytrip simples, mas realmente é um passeio bem único.

Quando chegamos na capital japonesa, ainda tivemos energia para jantar no famoso bairro de Shibuya (a Times Square japonesa).

Dia 6

Decidimos fazer uma daytrip para a cidade de Hakone, que fica a 82 quilômetros de Tóquio, para visitar o museu a céu aberto da cidade (The Hakone Open Air Museum).

Fundado em 1969, o museu a céu aberto de Hakone conta com 120 obras de arte de escultores modernistas expostas em um cenário montanhoso maravilhoso (se for um dia de sol e céu azul, a visita será ainda melhor).

O espaço possui ainda um pavilhão dedicado a Pablo Picasso, um dos artistas mais renomados do século XX. Na galeria, há quadros, desenhos, esculturas, cerâmicas e fotos da vida de Picasso. Muito interessante!

É realmente uma delícia passear pelo museu e apreciar as obras e a paisagem tão linda. Fomos na primavera e o jardim estava cheio de flores com cores bem intensas e vivas.

E para relaxar, o museu conta ainda com um escalda-pés. É só tirar os sapatos e relaxar.

Fomos até Hakone de trem, em uma viagem de aproximadamente duas horas (e com vistas lindíssimas, visto que a cidade está bem no meio das montanhas).

Com o JR Pass, saímos de shinkansen (trem-bala) da estação Tokyo e fomos até Odawara via JR Tokaido Line. De lá, pagamos para dois trens: um até Hakone Yumoto Station e outro para Chokoku-no-mori Station, que fica a 100 metros do museu.

Uma visita que vale muito a pena. Com certeza, fechamos nossos dias em Tóquio com "chave de ouro"! :)

#Japão #Tóquio #Hakone #MonteFuji #Ásia

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