Os 6 maiores perrengues da viagem (até o momento)

1. Fizemos 32 km da trilha Routeburn Track, na Nova Zelândia, embaixo de MUITA chuva

Desde o início da nossa viagem, havíamos planejado fazer três trilhas na Nova Zelândia, sendo uma delas a Routeburn Track, que teria paisagens naturais lindíssimas. Não contávamos apenas com um importante fator externo: uma tempestade. Começamos a trilha com uma chuvinha e o primeiro dia foi tranquilo. Dormimos na nossa barraca e, teoricamente, a previsão dizia que nos outros dois dias de trilha o tempo melhoraria. Acordamos na manhã seguinte com muita chuva. A opção era andar uns 10 km (na chuva) e voltar ou fazer mais 22 km e terminar a trilha. Estávamos otimistas e optamos pela segunda alternativa. Mas, ao longo do segundo dia, a chuva não cessou por um minuto, pelo contrário, só aumentou. Fizemos uns 13 km encharcados (incluindo as nossas mochilas e tudo que estava dentro delas). Uma bela aventura!

2. A acomodação que deveríamos ficar em Queenstown, na Nova Zelândia, era fora da cidade

Durante a viagem, nosso principal meio de locomoção nas cidades é via transporte público. Considerando isso, havíamos reservado um quarto, via AirBnB, em uma casa de Queenstown, que, segundo o que dizia o anúncio, não era tão afastada do centro. Quando chegamos no local de informações turísticas, descobrimos que não só a casa era em outra cidade como também só era possível chegar lá de carro (nada de ônibus). Tivemos que procurar outra hospedagem mega de última hora e, para piorar a situação, naqueles dias a cidade estava recebendo um evento e quase todas as acomodações estavam lotadas! No fim, acabamos ficando em um hotel nos primeiros dias e depois em outra casa de um AirBnB, que tinha uma vista sensacional (da foto acima). Foi um pequeno stress e um "rombo" no orçamento!

3. Uma van que deveria nos levar para outra cidade nas Filipinas demorou 8 horas (o previsto eram 5)

As Filipinas são um país cheio de ilhas e são nelas que estão as praias paradisíacas. Escolhemos El Nido, na ilha de Palawan, para aproveitarmos as belas praias. Sabíamos que o caminho seria longo: um voo de Manila até Puerto Princesa e, na sequência, uma van, que nos pegaria no aeroporto e nos levaria até El Nido. No total, seriam 5 horas de trajeto. Chegando no aeroporto, o motorista estava lá segurando a plaquinha com os nossos nomes. Entramos na sua van e foi aí que o perrengue começou. Ficamos quase 1 hora esperando enquanto ele tentava conseguir mais clientes para ganhar mais dinheiro (mas ele não havia nos falado que era isso). Depois, fomos em um hotel para buscar outros passageiros e levá-los em outro lugar da cidade. Ainda fomos até a casa de um filipino conhecido do motorista para entregar uma encomenda e pegamos mais uns 5 passageiros antes da partida. E aí começou o segundo perrengue do dia: a estrada era cheia de buracos e o motorista dirigia como um louco. Quando chegamos na cidade desejada, ele ainda deixou todos os passageiros em seus respectivos hotéis e no final nos perguntou: "para onde vocês vão mesmo?". Mas depois conseguimos chegar e passamos 10 dias curtindo as praias maravilhosas, como a da foto acima.

4. Tivemos infecção alimentar em alguns países do Sudeste Asiático

Viajar tem dessas coisas. Comemos e bebemos em lugares diferentes todos os dias e, acima de tudo, comidas e bebidas com as quais não estamos acostumados. Às vezes o corpo não reage como gostaríamos, e foi o que nos aconteceu em alguns países do Sudeste Asiático: Singapura (acredite se quiser), Tailândia e Malásia, nesta ordem. Como na Malásia nossos remédios para o estômago já haviam acabado, o Renan saiu para comprar enquanto eu me contorcia no quarto. Eis que ele volta, abre a porta e diz: "não há uma farmácia com remédios ocidentais abertos, mas se você quiser alguma de medicina chinesa, tem várias por aí!".

5. Pegamos um taxista pilantra em Hanoi, no Vietnã

O Vietnã é um dos países que mais gostamos de visitar, mas como em toda a Ásia, é preciso estar muito atento com possíveis golpes em turistas. Quando chegamos de trem em Hanoi, fomos buscar um taxista para nos levar da estação até nosso hotel. Todos eles queriam combinar um preço altíssimo e, no final, ficamos felizes de ter encontrado um motorista que nos levaria com o taxímetro ligado. Ledo engano. Como já estávamos atento com os golpes, o Renan foi acompanhando o trajeto no mapa do celular e viu que o taxista estava indo em outra direção. Avisamos o motorista, achando que a rota seria corrigida. Segundo ledo engano. Ele foi se afastando cada vez mais do nosso hotel, até que começamos a discutir e falamos que iríamos descer. Pegamos nossas coisas, saímos do táxi super nervosos e começamos a parar outros taxistas na rua. Quando arranjamos outro carro, subimos com os mochilões nas costas mesmo (caso tivéssemos que correr novamente) e, de repente, o Renan me fala: "amor, minha calça rasgou". No corre-corre, a calça dele havia aberto um belo buraco na parte traseira. 😂 Depois de tanto perrengue e nervosismo, fomos tomar uma bia hoi, a cerveja típica vietnamita.

6. Enfrentamos uma greve ferroviária na Grécia

Depois de visitar uma das regiões mais bonitas da Grécia, Meteora (foto), havíamos programado pegar um trem até Atenas. Com bilhetes comprados, acordamos às 5h da manhã, pegamos nosso táxi já reservado às 5h30 para nos levar até a estação e, quando chegamos, surpresa: 4 dias de greve de trem. Tivemos que pagar o taxista para nos levar até o terminal rodoviário, que ficava em outra cidade e, no fim, compramos outros bilhetes para viajar de ônibus. Quando chegamos em Atenas, a responsável pelo nosso AirBnB não estava na casa e tinha desaparecido. As passagens de ônibus também abriram um certo buraco no orçamento, mas no fim deu tudo certo.

#perrengue

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