Ilhas gregas: Naxos, Santorini e Creta

A Grécia possui entre 1.200 e 6.000 ilhas (percebe-se que os gregos não são bons de conta. Brincadeira, a quantidade varia de acordo com critérios em relação ao tamanho das ilhas) e, pelo que vimos, uma é mais bonita que a outra. Como indicado no nosso roteiro pelo país, o ideal é dedicar uns 10 dias para aproveitar entre 2 e 3 ilhas. E a palavra mais importante para definir o turismo por lá é "exploração". Alugar uma motinho, um quadriciclo ou mesmo um carro é uma excelente opção para percorrer o interior das ilhas e se perder por praias de areias, de pedras, monumentos antiquíssimos, vinícolas e por aí vai...

O quadriciclo é uma opção excelente para explorar as ilhas gregas

Ilha de Naxos

Naxos é a maior ilha das Cíclades mas, antagonicamente, não é um lugar lotado de turistas. E isso é muito bom, pois dá para sentir melhor o modo de vida grego insular, além de ser possível curtir lugares mais vazios e com preços não tão estonteantes.

Polvo é um dos pratos típicos das ilhas... E os gregos colocam tudo para secar ao ar livre!

A praia Agios Georgios é uma das mais conhecidas da ilha e tem vários restaurantes na frente. Muitos deles também alugam guarda-sol e cadeira de praia. É um bom lugar para começar a sentir o clima da ilha, e foi nela que passamos nosso primeiro dia de verão europeu, com direito a mergulho nas belas águas do Mar Mediterrâneo.

Nos dois dias seguintes em Naxos, alugamos um quadriciclo e fomos conhecer as vilas do interior da ilha e outras praias. E ficamos embasbacados com tanta beleza.

Visitamos Apollonas e outras praias do Norte, comemos um delicioso polvo, que é uma das especialidades gregas, e também vimos estátuas gigantes milenares, conhecidas como "kouros".

Conhecemos também as praias do sul da ilha, que, na nossa opinião, são as melhores que visitamos em toda a Grécia! Areia mais clarinha, águas com um azul de tirar o fôlego e pouca gente. Uma das nossas preferidas foi a praia de Plaka, que reúne todas essas características e forma um cenário ma-ra-vi-lho-so.

Praias da parte sul da Ilha de Naxos: olha essa água!

O pôr-do-sol é outro destaque das ilhas gregas. Em Naxos, o melhor lugar para contemplá-lo é o templo de Apolo, que fica bem próximo ao porto. Durante o verão, lá por umas 20h30, a montanha se enche de turistas que querem ver o sol baixando, baixando, baixando... Mais uma vista lindíssima (das tantas que a Grécia proporciona).

Templo de Apolo no pôr-do-sol

As casinhas brancas ficam ainda mais charmosas no pôr-do-sol

Ilha de Santorini

A ilha de Santorini foi, por muito tempo, dominada pelos venezianos. Quando eles chegaram nessa maravilha grega, havia uma igreja na ilha da frente que era de Santa Irini e, por isso, surgiu a nomenclatura que conhecemos hoje.

Muitos cruzeiros que fazem viagens pelo Mar Mediterrâneo param na ilha e, por isso, ela é uma das mais movimentadas e turísticas. Mas claro que isso não é por acaso: Santorini, pela sua atividade geológica, possui um visual lindíssimo, com grandes penhascos sob um mar azul, azul, azul.

As cidades mais famosas são Fira e Oia (que se pronuncia "ia" em grego). Por uma questão de budget, ficamos em Perissa e, no fim das contas, adoramos, pois lá há uma belíssima praia de pedra, um calçadão com restaurantes não tão lotados e preços mais acessíveis. De lá, alugamos um quadriciclo por três dias e acabamos explorando cada canto da ilha.

Nós e o mar da praia de Perissa: uma ótima opção de hospedagem em Santorini

Além de passear pelas ruelas de Fira e Oia, há uma trilha de 10 km que une as duas cidades. Em um dos nossos dias, acordamos cedo e fizemos esse percurso, que é regado a paisagens muito bonitas.

Uma das vistas a partir da trilha de Oia a Fira

Uma das praias mais diferentes e que deve ser visitada é a Red Beach. Há 500 mil anos, um vulcão entrou em erupção nesta praia e formou o que existe hoje: pedras com um mar bem azul e um "paredão" rochoso ao fundo. Muito lindo!

Cenário ao chegar na Red Beach

No nosso último dia em Santorini, fizemos um tour para conhecer o vulcão que fica bem na frente da ilha. Pagamos 22 euros por pessoa para meio dia de passeio. Um ônibus nos levou até o porto e, de lá, pegamos um barco até as águas termais. Achamos bem interessante, mas como o barco pára meio longe da parte mais quente, é preciso saber nadar e ter um fôlego razoável (eles não avisam isso quando se paga o tour). Além das águas quentinhas, o tour proporciona uma visita ao vulcão mesmo, com direito a explicações de um guia.

Tour para passear no vulcão e nadar em águas termais

Santorini também é cheia de vinícolas e, com certeza, um dos melhores passeios que fizemos em nossos dias pela ilha foi a degustação de 18 vinhos (você leu certo: 18 vinhos) na vinícola Santo Wines com um pôr-do-sol maravilhoso. Anota aí porque vale a pena! ;)

Os 18 vinhos degustados na Santo Wines

Ilha de Creta

Creta é a maior e mais populosa ilha da Grécia. O local representa uma parte significativa da economia e do patrimônio cultural do país, ao mesmo tempo que conserva características próprias, como a comida cretense.

Passamos uns 6 dias na ilha e visitamos 3 cidades. Não alugamos um carro, mas talvez seja uma boa ideia para percorrer esse lugar paradisíaco de forma mais independente.

Nossa primeira parada foi a capital de Creta, Heraklion. A cidade está próxima do antigo palácio de Knossos.

Habitada desde o período neolítico (7.000 a.C.) até o século V, Knossos é famoso pela lenda do labirinto do minotauro, que, segundo diziam, ficava abaixo das construções do palácio. Ao andar pelas ruínas, é possível vislumbrar um pouco como os antigos cretenses viviam. E tudo era bem evoluído! A civilização minóica desenvolveu uma escrita própria, um apreço por obras de arte e os habitantes tinham contato até com a civilização egípcia.

Passear pelas ruínas do Palácio de Knossos é essencial para os fãs de história

Uma visita obrigatória para complementar o palácio de Minoan é o Museu Arqueológico de Heraklion. Compramos o ticket combinado para as duas atrações por 16 euros. No museu, é possível conferir como eram as armas, obras de artes, jóias, etc.

A cidade de Rethymno, com seu centro histórico repleto de charme, foi nossa segunda parada pela ilha. Pode ser uma boa alternativa para evitar praias lotadas e curtir um mergulho com poucas pessoas (a maioria grega). Descobrimos um lugar de pedras entre o castelo e a rodoviária e passamos boas horas desfrutando as águas do mar e tomando um sol. Não ficamos muito tempo na cidade, mas ficamos sabendo que existem belas praias a alguns quilômetros ao sul da cidade.

Em Rethymno descobrimos um cantinho para nadar com águas cristalinas

Chania foi nossa terceira e última parada na Ilha de Creta. Com grande influência dos venezianos e uma ex-mesquita no centro devido ao período turco-otomano, a cidade esbanja uma beleza única. Alguns pontos fortes são passear sem destino pelas ruelas, admirar o mar e fazer daytrips para praias próximas, como Falassarnos e Elafonisi.

Porto de Chania

Próximo de Chania está a trilha da Samaria. Para chegar no início do parque nacional, pegamos um ônibus de 1 hora de duração saindo da rodoviária. São cerca de 15 quilômetros em um desfiladeiro com direito a paisagens montanhosas e rochosas e, no final, como recompensa, um refrescante mergulho no Mar da Líbia. Nós simplesmente amamos esse passeio!

Início da trilha de Samaria

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